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Ranking de saneamento das regiões brasileiras

Sabemos que água e esgoto tratados estão diretamente ligados a saúde da população, por isso o saneamento básico é um dos fatores que permite uma maior qualidade de vida, ajudando a evitar doenças como a cólera, febre tifóide, infecções intestinais bacterianas, diarreia, entre outras, pois permite às pessoas a possibilidade de uma vida mais higienizada. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) aponta que a ausência do saneamento é responsável por aproximadamente 88% das mortes por diarreia, a segunda maior causa de mortes em crianças de até 5 anos. Porém, muitos municípios brasileiros ainda não possuem uma rede de saneamento básico que permita mais qualidade de vida para seus habitantes.

Estudos realizados pelo Instituto Trata Brasil e a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental mostram que embora a passos lentos o saneamento básico tem apresentado melhorias pelo Brasil. O fornecimento de água tratada já chegou na maioria das casas dos brasileiros, mas quando o assunto é a rede de tratamento de esgoto, a história muda e vemos o quanto ainda é necessário avançar. O estudo mostra que das 100 maiores cidades brasileiras, 90 delas contam com o abastecimento de água tratada para mais de 80% da população. Porém, falando dessas mesmas cidades, quando o assunto é esgoto apenas 46% delas oferecem para mais de 80% da população o serviço de coleta. Ainda nesse mesmo ‘universo’, se falarmos sobre o tratamento de esgoto, dessas 100 cidades apenas 22 delas tratam o esgoto que é coletado.

A falta de saneamento além de afetar os mais vulneráveis, ainda é impactada com os abismos regionais. O Ipea aponta que o Brasil avança muito lentamente rumo à universalização do saneamento básico. Em 2016, a rede de abastecimento de água era de 83,3%, e em 2018, passou para 83,6%. Nesse mesmo período, a coleta de esgoto passou de 53% para 53,2%, e o tratamento de esgoto de 44,9% para 46,3%.

Como falamos anteriormente, ainda há a questão das desigualdades regionais. As regiões Norte e Nordeste tem os piores índices tanto para o abastecimento de água como para as redes de esgoto, ficando abaixo da média nacional. As regiões que apresentam até o momento os melhores indicadores para o abastecimento de água são as regiões Sul e Centro-Oeste, mas em se tratado de esgoto, ainda é um problema. No caso da região Centro-Oeste, pesquisadores alertam que o Distrito Federal é que possui ótimos Índices e acaba por impulsionar os resultados.

Vejamos em percentuais, como fica o ranking das regiões brasileiras que mais precisam de água e esgoto tratados.

Primeiro, vejamos como está a média nacional.

 

Brasil

Abastecimento de água – 83,6%
Coleta de esgoto – 54,2%
Tratamento de esgoto – 46,3%

Agora veremos o ranking das regiões.

 

Norte

Abastecimento de água – 57,1%
Coleta de esgoto – 10,5%
Tratamento de esgoto – 21,7%

 

Nordeste

Abastecimento de água – 74,2%
Coleta de esgoto – 28,0%
Tratamento de esgoto – 36,2%

 

Sudeste

Abastecimento de água – 91,0%
Coleta de esgoto – 79,2%
Tratamento de esgoto – 50,1%

 

Sul

Abastecimento de água – 90,2%
Coleta de esgoto – 45,2%
Tratamento de esgoto – 45,4%

 

Centro-Oeste

Abastecimento de água – 89,0%
Coleta de esgoto – 52,9%
Tratamento de esgoto – 53,9%

 

O ranking do saneamento do Instituto Trata Brasil revela que as melhores cidades em saneamento investem quatro vezes mais do que as piores nesse setor no Brasil.  O estudo também concluiu que as cidades que mais se aproximam da universalização realizam um investimento que é quase 2,5 vezes maior por habitante.

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